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Eventos

Projeto Nós Propomos, Campinas-SP (2025): estudantes foram instigados a procurar soluções para os seus problemas territoriais

Nosso cotidiano está repleto de informações, tanto as visíveis quanto as não perceptíveis a olho nu. Pode-se afirmar que é de extrema importância que a população saiba tratar essas informações de modo a aprimorar a sociedade cada vez mais, visando sempre uma comunidade mais solidária e justa, pois sabemos que muitos dos problemas presentes na sociedade não recebem o tratamento adequado em seu devido tempo e acabam se tornando grandes pedras no caminho de um futuro melhor.
Com esse objetivo, o projeto “Nós Propomos, Campinas-SP”, desenvolvido inicialmente na Universidade de Lisboa e que conta com a participação de diversos países incluindo o Brasil, dispôs da participação dos alunos dos segundos anos do Colégio Técnico de Campinas (COTUCA) nesta semana (24-28/11), para o desenvolvimento de trabalhos envolvendos os objetivos de desenvolvimento sustentável da ONU (ODSs), que obtiveram muitas propostas dos alunos para melhorar o ambiente acadêmico.
Dentre os trabalhos apresentados, vale citar a proposta de melhorar o tratamento de água no colégio utilizando os recursos disponíveis na própria Instituição, que foi proposto por alunos do curso de Alimentos. Estes, afirmaram que os conhecimentos adquiridos no curso técnico os ajudaram não somente na escolha do tema, mas também a tratá-lo de maneira mais consciente e realista. Segundo Marianny, uma das integrantes do grupo, “Ter consciência é ter mais cuidado”, e isso faz toda a diferença na hora de pensar em uma solução para qualquer tema possível.
Ainda falando sobre o curso de Alimentos, um dos grupo resolveu tratar de problemas como a saúde mental dos estudantes, estes, defendem a instauração de um acompanhamento mais íntimo com cada estudante e encontros ou palestras para tratar desses assuntos. “As palestras atuariam como o complemento do atendimento individual”, afirma Clara, uma das integrantes do grupo. Ademais, os participantes do projeto afirmaram que durante a produção dos trabalhos, eles foram instigados a procurar informações, argumentos, hipóteses e propostas para os problemas apresentados,além de se adaptar aos recursos tecnológicos necessários para o desenvolvimento dos projetos.
Ademais, alguns estudantes do curso de informática também apresentaram propostas e análises bem fundamentadas e inspiradas em vivências próprias. O grupo de Rafael Felipe, por exemplo, escolheu a ODS 7 (Energia Acessível e Limpa), pois é notório o desperdício de energia ao nosso redor. Apesar da dificuldade de leitura de materiais técnicos, foi possível propor uma atenção maior da escola em conscientizar os alunos de forma mais eficiente e, segundo Rafael, através dessa pesquisa ele adquiriu maior conhecimento sobre o que de fato é o desperdício de energia e qual é o impacto real no meio ambiente.
Já o grupo de Miguel Henrique optou pela ODS 9 (Indústria, Inovação e Infraestrutura), com o objetivo de combater diversos problemas ligados à tecnologia, como por exemplo o descarte incorreto de lixo eletrônico. Mesmo com dificuldade de encontrar fontes válidas para pesquisa, o grupo chegou a uma proposta viável de criar uma aplicação que, além de conscientizar o usuário sobre a importância do descarte correto de lixo eletrônico, mostra pontos de coleta próximos à localização do indivíduo. Para Miguel, esse projeto evidenciou a importância das pesquisas acadêmicas. O grupo do estudante João Victor, por sua vez, trabalhou com os ODS 10 e 11, voltados à redução das desigualdades e ao desenvolvimento de comunidades sustentáveis. Seu grupo buscou enfrentar o problema de alunos que deixam a escola por falta de base adequada no ensino fundamental. A solução proposta foi a criação de um grupo de estudos formado por monitores e voluntários, oferecendo suporte pedagógico. João aponta que a maior dificuldade foi compreender e reescrever textos acadêmicos de forma autoral, mas que o projeto o ensinou a encontrar referências confiáveis, principalmente por meio do Google Acadêmico.
Por fim, o grupo de Guilherme Germano também escolheu o ODS 11, motivado pelas dificuldades de convivência e pelo ambiente físico da escola. Seu grupo propôs a ampliação de áreas verdes na área da escola, buscando melhorar o conforto térmico e a qualidade do ar, além de promover maior conscientização ambiental entre os estudantes e dar mais conforto aos que convivem no ambiente. Ele relata que a maior barreira foi justamente pensar em como aplicar a proposta dentro das limitações da estrutura do colégio. Ainda assim, destaca que o projeto trouxe aprendizado sobre normas de
apresentação e elaboração científica.
As diferentes propostas revelam um ponto comum: o engajamento dos jovens em problemas que ultrapassam as fronteiras da sala de aula. Mais do que uma atividade acadêmica, o projeto “Nós Propomos” mostrou-se um espaço de reflexão crítica, investigação e participação ativa na comunidade escolar.

De forma geral, as iniciativas apresentadas pelos estudantes evidenciam o potencial do projeto em estimular a reflexão crítica e o engajamento dos jovens, fortalecendo o vínculo entre a escola e as demandas reais da comunidade.

Nos


Texto: Ana Júlia Barbosa da Costa e Isabelly Gomes de Oliveira
Imagem: Prof. Dr. Rodrigo Capelle Suess

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